segunda-feira, 2 de março de 2026

Arte e decolonialidade

 Texto 03 - 1° série - ARTE


Arte e Decolonialidade 

Atualmente, é cada vez mais comum que os mecanismos de legitimação da arte  (como museus, galerias, centros culturais e de pesquisa, editoras e a crítica de arte) estimulem artistas indígenas, afrodescendentes ou pertencentes a outros povos e comunidades

tradicionais do país a participar do circuito artístico nacional e internacional. A esse movimento de revisão de conceitos e valores estéticos chamamos de decolonialidade ou pensamento decolonial.

Fruto de um movimento intelectual latino-americano, essa linha de pensamento tem o objetivo de realizar uma crítica à suposta universalidade atribuída ao pensamento ocidental e europeu, bem como ao predomínio dessa cultura nos saberes considerados verdadeiros. Desse modo, o conhecimento é ampliado e diversificado ao valorizar os saberes dos povos e grupos historicamente excluídos.

O que você sente ao observar a obra Floresta de infinitos de Ayrson Heráclito (1968-) e Tiganá Santana (1982-), artistas brasileiros e afrodescendentes? Nessa instalação, exposta na 35ª Bienal de São Paulo (2023), os visitantes foram convidados a entrar em uma floresta de bambus ao som de pássaros, água e canções afro-brasileiras. Dentro dessa floresta, foram projetadas imagens de orixás, ancestrais originários, caboclos e personagens da história recente do Brasil, como o ativista ambiental Chico Mendes (1944-1988), a líder religiosa mãe Stella de Oxóssi (1925-2018), o indigenista Bruno Pereira (1980-2022) e o jornalista Dom Phillips (1964-2022).

Os Guarani

 Texto 04 - 1° séries - ARTE


 Os Guarani 

Os Guarani estão espalhados em vários países da América Latina: além do Brasil, estão presentes na Argentina, na Bolívia, no Paraguai e no Uruguai. Atualmente, vivem no Brasil em sete estados diferentes,

divididos em três grupos: Kaiowa, Nandeva e M'byá. Os Guarani são a etnia mais numerosa do país.

Ainda que pertençam a uma mesma etnia, os Guarani apresentam algumas diferenças de um grupo para outro, principalmente no que diz respeito aos costumes, à língua e à prática ritual. Porém, um traço que pode ser apontado como característico desse povo é o fato de serem nômades. Os Guarani vivem em busca da "Terra sem Males", uma terra anunciada por seus ancestrais onde poderão viver livres e sem sofrimento ou dor, aspecto da cultura guarani que é abordado também na produção musical.

A cultura e os valores do povo Guarani (como a relação com o mundo natural e entre os membros da comunidade, a organização social, a religiosidade, etc.) são transmitidos de geração em geração por meio da tradição oral. As contações de histórias, os rituais e o canto são algumas das práticas orais que mantêm viva a cultura guarani e, por isso, são também formas de resistência desse povo.

Para os Guarani, o cuidado com a palavra e a valorização do discurso, tanto na fala como no canto, são resultados da crença de que a língua falada por eles lhes foi entregue por seu deus. Por isso, para o Guarani, a palavra é uma expressão sagrada, e o canto é uma forma de manifestar sua religiosidade.

Em nosso cotidiano, é possível notar a influência da tradição indígena em vários campos de atuação social, como:

*No artesanato feito com materiais naturais, como folhas, sementes, argila, etc.;

*Em brincadeiras e jogos, como a peteca e o jogo da onça; 

*Na culinária, em pratos feitos à base de amendoim, batata-doce, erva-mate, mandioca, milho, etc.;

*Na música, no uso de instrumentos como caxixi, maracá, reco-reco, pau de chuva, etc.;

*Na língua portuguesa falada no Brasil, que tem até hoje palavras derivadas da família linguística tupi-guarani.

Classificação das vozes para o canto

 Texto 05 - 1° séries - ARTE

 Classificação das vozes para o canto 

As vozes podem ser organizadas e classificadas em grupos ou naipes. Elas são classificadas por gênero - vozes masculinas e vozes femininas - e de acordo com a extensão vocal ou tessitura, ou seja, o alcance de notas graves e agudas. As vozes infantis, até atingir a maturidade e passar pelas mudanças características da puberdade, têm uma classificação à parte.

 Vozes masculinas , geralmente mais graves, são classificadas em:

*Tenor (corresponde à tessitura masculina mais aguda);

*Barítono (voz correspondente à região média masculina, alcança notas do tenor e do baixo, mas sem atingir os extremos graves ou agudos);

*Baixo (atinge as notas mais graves).

 As vozes femininas , as mais agudas nos adultos, são divididas em:

*Soprano (voz mais aguda); meio-soprano (voz intermediária entre o soprano e o contralto);

*Contralto (mais grave).

As vozes infantis, também conhecidas como "vozes brancas", são naturalmente mais agudas que as demais. De maneira similar às vozes adultas, elas estão classificadas em: soprano (mais aguda), contralto (intermediária aguda), tenor (intermediária grave) e barítono (mais grave).

Nos corais infantis, a divisão e a organização das vozes podem variar em razão das mudanças pelas quais passam as vozes das crianças ao crescer. Por isso, não é raro que um coral infantil não seja dividido em quatro vozes.

Dessacralização da arte

 Texto 03 - 3° séries - ARTE

 Dessacralização da arte 

Na tradição ocidental, desde a Antiguidade, a divulgação da arte tida como verdadeira ocorria em locais como templos, palácios e igrejas e acontecia em momentos especiais, de modo a valorizar o poder dos nobres e das instituições religiosas. Já as manifestações artísticas realizadas pelas camadas populares, como os festejos públicos, eram misturadas a práticas cotidianas e a momentos de trabalho, como as colheitas, mas não eram reconhecidas como atividades de prestígio por parte da população que detinha o poder.

A partir do século XVII até meados do século XX, as manifestações artísticas passaram a se concentrar em locais específicos para a sua divulgação. Nesse período, foram inaugurados museus e teatros reconhecidos internacionalmente, como o Museu do Louvre, em Paris, e o Teatro Globe, em Londres.

Esse palácio foi transformado em museu de arte pelo rei Luís XIV, em 1692. A primeira exposição de arte visual aberta ao público aconteceu em 1699.

 Dessacralizada : ação de fazer perder o caráter sagrado ou místico; desmistificar.

Desde meados do século XX, vem ocorrendo um processo de democratização do acesso à arte, decorrente de fatores como a participação do Estado e da sociedade civil no custeio das obras. Outro fator determinante é o desenvolvimento das tecnologias de informação, comunicação e reprodução, aspectos que alteraram o modo como a arte circula, tornando a arte uma prática dessacralizada.

Artistas e grupos de diferentes origens culturais começaram a questionar e a criticar o sistema de circulação da arte e a rever o distanciamento construído entre arte erudita e arte popular e passaram a intervir poeticamente no espaço público, rompendo com a concepção de um espaço delimitado para a arte. Além disso, o público deixou de ser espectador e passou a contribuir para a produção artística, por meio do financiamento coletivo de obras.

Quando constatamos todas essas mudanças que ocorreram no campo artístico, diversas questões podem ser levantadas, mas, principalmente: Como é possível, hoje, ter acesso aos meios de produção de arte? Afinal, onde encontrar a arte?

Da-ño're, dança do povo Xavante

 Texto 04 - 3° séries - ARTE


 Da-ño're, dança do povo Xavante 

O Da-ño're, uma tradicional manifestação coletiva dos Xavante, povo indígena brasileiro que habita o leste de Mato Grosso. Ele faz parte do ritual de encerramento da uiwede, uma corrida de revezamento com pesadas toras de buriti, disputadas por grupos compostos de gerações diferentes, que representam os clãs da aldeia.

Na uiwede, os participantes percorrem trechos curtos revezando o transporte de uma tora de buriti, de aproximadamente 80 quilos para os homens e 60 para as mulheres, sobre os ombros, num trajeto de seis a oito quilômetros que acaba no centro da aldeia.

Depois do fim da corrida, cada grupo se posiciona em uma extremidade da aldeia (composta de casas arredondadas, que se organizam no espaço formando o desenho de uma ferradura). Em seguida, começam a cantar e dançar. Em roda, os participantes dão as mãos e batem os pés no chão para marcar o ritmo da música.

Os jovens iniciados recebem de seus ancestrais, em sonhos, os cantos

que são entoados durante a cerimônia. Para ser capaz de sonhar um canto Da-ño're, um jovem xavante precisa usar os brincos que, segundo sua crença, os tornam aptos a se comunicar com seus antepassados. Existem momentos do Da-ño're em que as mulheres também participam, apesar de não usarem brincos e, consequentemente, não comporem cantos.

Toré dos Pankararu

 Texto 05 - 3° séries - ARTE


Toré dos Pankararu 

O Toré é uma dança circular típica dos indígenas que vivem no Nordeste do Brasil, como os Pankararu.

O ritual do Toré entre os Pankararu está relacionado ao culto dos Encantados, figuras centrais da

cosmologia desse povo. Quando um membro da comunidade sonha com um Encantado, ele encomenda uma roupa e uma máscara feitas de palha de ouricuri. Antes do Toré, essas pessoas escolhem quem serão os "dançadores", aqueles que utilizarão a roupa durante o ritual. A dança do Toré é guiada por uma música com um ritmo marcante, conhecida

como Toante. Essa música é entoada por um único "cantador" ou "cantadora" e recebe respostas periódicas nos gritos sincronizados e ritmados do grupo de dançarinos.

 O povo Pankararu 

Os Pankararu habitam áreas do sertão de Pernambuco, próximas das margens do rio São Francisco, entre os munícipios de Petrolândia, Itaparica e Tacaratu. Além das populações que vivem nas terras indígenas, existe também um grupo de Pankararu que se mudou para São Paulo (SP) a partir da década de 1940, inicialmente de forma intermitente, para trabalhar na construção civil. No entanto, a partir da segunda geração de trabalhadores pankararu na cidade, formou-se um núcleo permanente na favela do Real Parque, no bairro do Morumbi. Esse grupo hoje tem cerca de 1000 pessoas que seguem com a tradição do ritual do Toré.

A arte do nosso tempo

 


A arte do nosso tempo

A obra Topografia da memória pode nos ajudar a pensar sobre o que é arte hoje. O modo como nos (re)conhecemos é fruto de nossas memórias. O significado que damos à arte é fruto da memória individual e coletiva, mas também do conhecimento que construímos ao longo de nossas vivências e processos educativos.

A história do Brasil é marcada por um longo processo de colonização europeia e, por isso, ainda mantém muitas ideias sobre arte que advêm da tradição ocidental. Desde a Idade Média, essa tradição manteve-se nas universidades europeias, espaços em que se preservavam os valores de tradição ocidental sobre o que é ou não o verdadeiro. Nessa perspectiva, a obra de arte era considerada um instrumento para a representação do poder da Igreja e das elites, e o artista era compreendido como um técnico requintado que só poderia trabalhar segundo os rígidos cânones artísticos da época.

Entretanto, hoje já se reconhece, inclusive nas universidades, que não são apenas os saberes da tradição ocidental que podem ser considerados válidos.

Podemos afirmar que a descentralização cultural é um processo cada dia mais forte e irreversível. Durante o período colonial, os saberes europeus foram disseminados à força com o apoio da Igreja católica. Ao mesmo tempo, os saberes tradicionais dos povos originários dos continentes colonizados também foram disseminados por meio de muita luta e resistência, apesar do intenso processo de silenciamento imposto a esses grupos. Da diáspora dos povos africanos provocada pela escravidão também surgiram movimentos de resistência cultural nos diversos países para onde foram levados, entre eles, o Brasil.

Isso significa que, durante o processo de colonização, também ocorreram movimentos de resistência que geraram mudanças significativas, definindo o que conhecemos como conhecimento historicamente constituído. Assim, no final do século XX, os estudos sobre a arte passaram a questionar o eurocentrismo e o lugar de destaque atribuído tradicionalmente à produção artística ocidental, europeia, branca e majoritariamente feita por homens. 

Os Estudos Culturais puseram essa ideia em xeque e, em conjunto com as fortes reivindicações de povos originários e de afrodescendentes, promoveram a valorização da arte dessas culturas que formam, em conjunto com a herança europeia, a matriz cultural brasileira e a nossa identidade. Reconhecer essas mudanças e as intensas ações de resistência dos povos excluídos nos leva a criar novas memórias que, certamente, mudarão o futuro.

Ailton Krenak (1953-), importante autor indígena brasileiro, durante sua cerimônia de posse na Academia Brasileira de Letras (ABL). Rio de Janeiro (RJ), 2024.

Cânones: regras, preceitos ou normas.

Descentralização cultural: processo de distribuição e democratização do acesso, produção e expressão culturais.

Estudos Culturais: estudos acadêmicos que versam sobre diversidade, multiplicidade e complexidade dentro de cada cultura, questionando relações de poder e dominação.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

TEXTO 02 – QUE ARTE É ESSA?

 


TEXTO 02 – QUE ARTE É ESSA?

1ºBIMESTRE – 3ª SÉRIE

 

INTRODUÇÃO

 

Que arte é essa?

Restauro, de Jorgge Menna Barreto Em 2016, o artista paulista Jorgge Menna Barreto (1970) criou a ação artística Restauro, um restaurante-obra-de-arte que relaciona alimentação ao espaço de exposição, às urgências climáticas e à vida na Terra.

 

As refeições eram feitas com produtos naturais e orgânicos, para questionar o modo como cultivamos nossos alimentos. A agropecuária intensiva é uma atividade econômica que pode impactar negativamente o meio ambiente, comprometendo a biodiversidade quando pratica o desmatamento da vegetação nativa, altera a composição do solo e polui as águas com defensivos agrícolas e fertilizantes.

 

A ação artística propunha um cardápio que revelava a diversidade de alimentos que poderiam existir por meio do cultivo em um sistema agroflorestal. Além disso, visava despertar a reflexão sobre os usos da terra e as consequências globais das escolhas feitas em nível local.

         

Com sua ação, o artista propôs uma experiência de como se alimentar. Para isso, além dos sentidos do paladar

e visual, foram acrescidos áudios captados em agroflorestas ao som ambiente.

 

Agropecuária intensiva: atividade de produção agrícola e criação de animais baseada no modelo de alto rendimento em pouco tempo.

 

Defensivos agrícolas: produtos utilizados em plantações para o controle de pragas e doenças das lavouras agrícolas.

 

Saiba mais

Os sistemas agroflorestais são áreas em que se organiza uma mistura de culturas agrícolas com espécies arbóreas. Esses sistemas, fruto dos saberes dos povos do campo, ajudam a superar as limitações dos terrenos, minimizando os riscos de degradação provocados pelas atividades agrícolas e otimizando a produtividade. As árvores ajudam no processo de reposição de matéria orgânica e de restauração das relações entre as plantas e os animais locais, auxiliando a fertilizar o solo das plantas comestíveis, o que favorece a soberania alimentar.

QUE ARTE É ESSA?

 


TEXTO 02 – QUE ARTE É ESSA?

1ºBIMESTRE – 1ª SÉRIE

 

A arte do nosso tempo

A obra Topografia da memória pode nos ajudar a pensar sobre o que é arte hoje. O modo como nos (re)conhecemos é fruto de nossas memórias. O significado que damos à arte é fruto da memória individual e coletiva, mas também do conhecimento que construímos ao longo de nossas vivências e processos educativos.

 

A história do Brasil é marcada por um longo processo de colonização europeia e, por isso, ainda mantém muitas ideias sobre arte que advêm da tradição ocidental. Desde a Idade Média, essa tradição manteve-se nas universidades europeias, espaços em que se reservavam os valores de tradição ocidental sobre o que é ou não o verdadeiro. Nessa perspectiva, a obra de arte era considerada um instrumento para a representação do poder da Igreja e das elites, e o artista era compreendido como um técnico requintado que só poderia trabalhar segundo os rígidos cânones artísticos da época.

 

Entretanto, hoje já se reconhece, inclusive nas universidades, que não são apenas os saberes da tradição ocidental que podem ser considerados válidos. Podemos afirmar que a descentralização cultural é um processo cada dia mais forte e irreversível. Durante o período colonial, os saberes europeus foram disseminados à força com o apoio da Igreja católica. Ao mesmo tempo, os saberes tradicionais dos povos originários dos continentes colonizados também foram disseminados por meio de muita luta e resistência, apesar do intenso processo de silenciamento imposto a esses grupos. Da diáspora dos povos africanos provocada pela escravidão também surgiram movimentos de resistência cultural nos diversos países para onde foram levados, entre eles, o Brasil.

 

Isso significa que, durante o processo de colonização, também ocorreram movimentos de resistência que geraram mudanças significativas, definindo o que conhecemos como conhecimento historicamente constituído. Assim, no final do século XX, os estudos sobre a arte passaram a questionar o eurocentrismo e o lugar de destaque atribuído tradicionalmente à produção artística ocidental, europeia, branca e majoritariamente feita por homens. Os Estudos Culturais puseram essa ideia em xeque e, em conjunto com as fortes reivindicações de povos originários e de afrodescendentes, promoveram a valorização da arte dessas culturas que formam, em conjunto com a herança europeia, a matriz cultural brasileira e a nossa identidade.

Reconhecer essas mudanças e as intensas ações de resistência dos povos excluídos nos leva a criar novas memórias que, certamente, mudarão o futuro.

 

Cânones: regras, preceitos ou normas.

Descentralização Cultural: processo de distribuição e democratização do acesso, produção e expressão culturais.

Estudos Culturais: estudos acadêmicos que versam sobre diversidade, multiplicidade e complexidade dentro de cada cultura, questionando relações de poder e dominação.

TEXTO 01 - A ARTE DE ESCOLHER


ATIVIDADE 01 A ARTE DE ESCOLHER

A ARTE DE ESCOLHER

Há muito tempo esse tema fascina grandes pensadores. Essa arte está sob controle da vontade e se explica na Bíblia por livre arbítrio.

            A arte de escolher pode ser inspirada, controlada, por impulso e por ignorância sobre o objeto da escolha, más será sempre um fazer artístico. Está em tudo que fazemos no nosso dia a dia.

            Quando escolhemos buscamos o melhor equilíbrio, a maior valorização, o resultado mais satisfatório.

            A arte de escolher é um fazer humano não apenas artístico, mas também político, filosófico e religioso e tem sempre um modelo padrão.

            A escolha traz sempre uma consequência que tanto pode se apresentar como um bom resultado ou um mau resultado. Apesar do problema não estar no segundo caso, este também pode se apresentar como uma grande solução, porque sempre depois do maior caos, vem o maior equilíbrio. É só uma questão de conseguir enxergar.

 

Atividade 01

1-     Você pensa para escolher?

 

2-     Você reflete sobre suas escolhas?

 

3-     Por que a arte de escolher é um fazer político?

 

4-     Por que a arte de escolher é um fazer religioso?

 

5-     Você conhece algum mercador da morte?

 

6-     Que tipo de morte seu mercador vende?

 

7-     Quem é o modelo padrão para o mercador da morte?

 

8-     Você acha que num momento de necessidade pode optar-se por vender a morte ao semelhante?

 

9-     Quais as escolhas mais difíceis de fazer?

 

10-Você acredita que a escolha é realmente uma arte? 

terça-feira, 26 de agosto de 2025

Música erudita

 

Música erudita, também conhecida como música clássica, é um tipo de música com notação musical complexa e tradicionalmente associada a um público mais culto e instituições como conservatórios e universidades. Ela se diferencia da música popular por sua complexidade estrutural, foco em formas musicais elaboradas e, frequentemente, por sua ligação com a tradição escrita. 

Características:

  • Escrita:

A música erudita utiliza uma notação musical precisa e detalhada para registrar e preservar as obras, permitindo que sejam reproduzidas com fidelidade ao longo do tempo. 

  • Complexidade:

As composições tendem a ser mais elaboradas em termos de estrutura, harmonia e melodia, exigindo maior atenção e conhecimento por parte do ouvinte. 

  • Formas Musicais:

Obras eruditas frequentemente seguem formas musicais fixas, como sonatas, sinfonias, concertos, fugas, entre outras, que possuem regras e estruturas específicas. 

  • Tradição:

A música erudita está ligada a uma longa tradição histórica e cultural, com raízes na música ocidental, desde a Idade Média até os dias atuais. 

  • Contexto:

Embora a música erudita possa ser apreciada em diversos contextos, ela tradicionalmente se associa a instituições culturais como concertos, óperas e festivais de música clássica. 

  • Terminologia:

É importante notar que o termo "música clássica" pode ser usado como sinônimo de "música erudita", mas também se refere a um período específico da história da música, entre 1750 e 1820. 

Diferenças em relação à música popular:

  • Complexidade:

A música popular tende a ser mais simples em termos de estrutura e harmonia, com foco em melodias cativantes e ritmos marcantes. 

  • Contexto:

A música popular está mais ligada ao entretenimento e à cultura de massa, sendo frequentemente associada a rádios, plataformas de streaming e eventos de grande público. 

  • Interação:

A música popular costuma ser mais interativa com o público, com canções que podem ser cantadas em conjunto ou dançadas. 

Em resumo, a música erudita representa um tipo de música com notação musical específica, complexidade estrutural, formas musicais elaboradas e uma longa tradição histórica e cultural, enquanto a música popular se caracteriza pela simplicidade, foco em entretenimento e interação com o público. 

 

 

“ARTE PRÉ-HISTÓRICA TOCANTINENSE”

 

“ARTE PRÉ-HISTÓRICA TOCANTINENSE”

Pouco antes da criação do estado do Tocantins, no fim da década de 80, um grupo de arqueólogos encontrou bem próximo à futura capital, Palmas, um tesouro de valor inestimável. No alto da serra do Lajeado, um paredão de mais de 80 metros de comprimento estampava pinturas feitas milênios antes da chegada dos primeiros portugueses.

Por causa do acesso difícil (é preciso enfrentar horas no meio do mato para chegar até lá), as dezenas de figuras humanas e de animais, além de outras de significado desconhecido, permaneceram intactas e praticamente incógnitas até hoje. Só agora o local foi redescoberto. Ele integra o maior levantamento de arte rupestre já feito no Brasil, que abriga registros comprovados de até 10.000 anos.

O trabalho foi coordenado pelo famoso arqueólogo francês André Prous, descobridor do esqueleto de Luzia, a mais antiga habitante do Brasil.

Segundo o arqueólogo, o projeto quando concluído, tornará público um tesouro até hoje só apreciado nos meios acadêmicos. Ele afirma que o acervo rupestre brasileiro é mais prestigiado internacionalmente e pouco conhecido dos brasileiros.

ATIVIDADE 03 – RESPONDA

1-   Quantos metros de comprimento tem o paredão na Serra do Lajeado, contendo dezenas de desenhos rupestres?

2-   Quem foi o arqueólogo francês que coordenou esse trabalho?

3-   Por que o local é considerado de difícil acesso?

4-   Você enfrentaria três horas de caminhada no meio da mata cheia de cobras e outros animais para ver esse acervo?

 

5-   Por que será que a maioria dos tocantinenses desconhece esse acervo rupestre de seu próprio estado?


O Futurismo

 


O Futurismo foi um movimento de vanguarda artística e literária do século XX, que surgiu na Itália em 1909 com a publicação do Manifesto Futurista por Filippo Tommaso Marinetti. O movimento rejeitava o passado e o tradicionalismo, exaltando a velocidade, a tecnologia, o dinamismo e a vida moderna, com características como a guerra, a violência e a exaltação do homem em ação. Suas manifestações ocorreram em diversas artes, como literatura, pintura e escultura, com obras que representavam o movimento através de linhas e formas geométricas. 

Origem e Contexto

  • Fundação:

O Futurismo foi fundado em 20 de fevereiro de 1909, quando o poeta italiano Filippo Tommaso Marinetti publicou o manifesto no jornal francês Le Figaro. 

  • Vanguarda Europeia:

Foi um dos primeiros movimentos de vanguarda europeus, que buscavam romper com as tradições e criar novas formas de expressão artística. 

  • Revolução Industrial:

Surgiu em um contexto de grandes transformações tecnológicas e industriais, como o advento de automóveis e aviões, que os futuristas saudavam com entusiasmo. 

Características Principais

  • Cultura da Modernidade:

Glorificação da tecnologia, da velocidade e do progresso industrial. 

  • Ruptura com o Passado:

Rejeição do academicismo e de todas as formas de arte e cultura do passado, defendendo a destruição de museus e bibliotecas. 

  • Dinamismo:

Busca por representar o movimento, a energia e a aceleração do mundo moderno em suas obras. 

  • Exaltação da Guerra e da Violência:

Algumas das manifestações mais radicais do futurismo, como a celebração da guerra e da ação agressiva. 

Manifestações Artísticas

  • Nas Artes Plásticas:

Uso de cores vivas, contrastes e a sobreposição de imagens para transmitir a ideia de velocidade e dinamismo, como visto nas obras de Giacomo Balla e Umberto Boccioni. 

  • Na Literatura:

Desprezo pela gramática tradicional, com o uso de "palavras em liberdade" (les mots en liberté), versos livres, fragmentação e a abolição do adjetivo e do advérbio, e também o uso de onomatopeias. 

Influência e Legado

  • Futurismo Brasileiro:

No Brasil, o movimento influenciou o surgimento do Modernismo, com artistas como Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral

  • Outros Movimentos:

As explorações tipográficas e a linguagem inovadora do futurismo tiveram grande influência no dadaísmo, no concretismo e na tipografia moderna. 

VANGUARDA EUROPEIAS


 

DADAÍSMO

Dadaísmo foi um movimento de vanguarda do início do século XX, surgido em Zurique (Suíça) em 1916, como protesto contra os valores burgueses, a lógica e o absurdo da Primeira Guerra Mundial, que foi a causa do seu surgimento e principal tema de contestação. O movimento se caracterizou pela irreverência, espontaneidade, antiarte, irracionalidade e a busca pela desordem, utilizando técnicas como a colagem e o acaso para romper com a arte tradicional e questionar a própria arte. 

Origem e contexto:

  • Guerra:

O Dadaísmo nasceu durante a Primeira Guerra Mundial, período em que muitos artistas e intelectuais, desiludidos com o mundo e a sociedade, fugiram para a Suíça e se reuniram no Cabaré Voltaire. 

  • Protesto:

O movimento foi uma reação radical aos horrores e à irracionalidade da guerra, opondo-se aos valores da sociedade capitalista e burguesa. 

Características principais:

  • Irreverência e Absurdo:

A arte dadaísta era ilógica, absurda e irônica, usando o nonsense (ausência de significado) como ferramenta de protesto. 

  • Antiarte:

Os dadaístas queriam "destruir a arte", rompendo com a estética, as regras e as tradições, e propondo a desconstrução do conceito de arte. 

  • Caos e Espontaneidade:

Valorizavam o acaso e a espontaneidade, criando arte a partir de objetos do cotidiano, colagens e técnicas aleatórias, como recortes de palavras de um jornal. 

  • Negação e Destruição:

O lema "a destruição também é criação" refletia o desejo de romper com o passado e a lógica para construir algo novo. 

Principais artistas e obras: 

  • Hugo Ball: Poeta e escritor alemão, um dos fundadores do movimento.
  • Tristan Tzara: Poeta romeno, líder e principal organizador do movimento.
  • Marcel Duchamp: Pintor, escultor e poeta francês.
  • Hans Arp: Pintor e poeta alemão.

Influência: 

  • O Dadaísmo influenciou movimentos posteriores como o Surrealismo, a Geração Beat, a Pop Art e a Arte Conceitual, deixando um legado duradouro no mundo da arte.